Sarau do dia 24 julho com a presença de Emerson Alcalde com livro (A) MASSA

segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

Aos nossos parceiros de sede no Bar do Boné - G.R.E.S. QUILOMBO

Resgatando o Carnaval de qualidade!!!

Quilombo: Nome dado às comunidades que os escravos negros construíram depois de fugirem de seus trabalhos escravos no Brasil Colonial. Os quilombos abrigavam negros fugidos, índios e brancos pobres que viviam em harmonia e liberdade. O mais famoso dos quilombos – o de Palmares – localizava-se na Serra da Barriga em Alagoas, e resistiu por mais de um século tendo à frente seu grande líder ZUMBI, morto pelas bandeiras paulistas comandadas por Domingos Jorge Velho. O mito negro transformou-se em moderno símbolo brasileiro da resistência do africano à escravatura.

RIO DE JANEIRO, ANOS 1970

Em 08 de dezembro de 1975, inconformado com os rumos que as escolas de samba cursavam, o carioca ANTÔNIO CANDEIA FILHO deixou sua tradicional e querida Portela - onde questionou o gigantismo e a descaracterização de uma verdadeira escola de samba – e prevendo toda a desvalorização da cultura afro-brasileira e do samba em si na decadência das composições, aceleração do ritmo, banalização dos enredos, CANDEIA fundou juntamente com Martinho da Vila, Monarco, Nei Lopes, Wilson Moreira, Doutor e tantos outros grandes bambas o GRÊMIO RECREATIVO DE ARTE NEGRA ESCOLA DE SAMBA QUILOMBO; a escola de samba que veio para preservar a memória e as raízes do samba e da cultura afro-brasileira em sua essência.
O Quilombo por muitos anos abriu o desfile das escolas do grupo principal do Rio de Janeiro e mesmo após a morte de Candeia o G.R.A.N.E.S. Quilombo continuou e não se corrompeu ao capitalismo do carnaval; a comunidade está viva no bairro de Acari no Rio de Janeiro.

SÃO PAULO, BAIRRO DA SAÚDE – TRÊS DÉCADAS DEPOIS

A Escola de Samba Barroca Zona Sul teve o mais jovem mestre de bateria da história do samba de São Paulo: Thiago Praxedes - Mestre Thiago - aos 21 anos, três meses antes do carnaval de 2005 assumiu a bateria da escola e fez um grande trabalho (depois de cinco carnavais a bateria da agremiação voltou a conquistar a nota 30) até que em agosto de 2006, descontente com a gestão que acabara de entrar na direção da escola, deixou o cargo. Sensibilizados, muitos de seus ritmistas seguiram-no quando assumiu a bateria do Brinco da Marquesa onde novamente fizeram um ótimo trabalho obtendo nota 30, a nota máxima. 

Pós-carnaval, Mestre Thiago deixou a escola para cuidar de sua vida pessoal. Foi quando o amigo e carnavalesco André Machado (na ocasião no G.R.C.S.E.S. Império de Casa Verde) sugeriu que eles fundassem uma “escola de samba”... A principio, Thiago ressaltou que a idéia parecia impossível pelas desilusões vividas por muitos do grupo dentro do mundo do carnaval.  Os dois procuraram então João Paulo Caumo (o Capitão, um dos diretores de bateria do time de Mestre Thiago) para discutir a idéia, ele também animou-se e aderiu à idéia; André lembra que Fernanda Rodrigues, esposa de João, riu da idéia e disse que os três eram loucos! Ela também acompanhou as dificuldades da turma de Thiago na época de Barroca... dias depois a loucura começaria a tornar-se real!
Para o dia 13 de Maio de 2007 fora marcada uma reunião na casa de André Machado, na Vila Guarani, contudo esta foi adiada e num curto tempo a idéia começou a surtir efeitos e tomar proporções reais – eram conversas nos costumeiros encontros desse pessoal sambista de coração na Avenida do Café na barraca de “churrasco do Paiva”, pai de João Paulo.
Foi depois de uma batucada no aniversário de 15 anos de Mariana (sobrinha de João Sampaio, também do time de ritmistas) que a idéia de fundar uma grande entidade foi assumida como responsabilidade à memória do samba pelo grupo o que animou de vez Thiago.


FUNDAÇÃO DO G.R.E.S. QUILOMBO


No sábado dia 07 de Julho de 2007 (07/07/07) às 11 horas da manhã, sob um sol forte regado a muita emoção e energia positiva aproximadamente 50 pessoas entre ritmistas, pesquisadores, historiadores, engenheiros, comerciantes, estudantes, profissionais de diversas áreas; pais e mães de família, mas antes de tudo, sambistas de coração compareceram à reunião de fundação do GRÊMIO RECREATIVO ESCOLA DE SAMBA QUILOMBO.

A reunião foi na casa da Família Sampaio, na Rua dos Caciques, 488 no bairro da Saúde, sob a autorização de Dona Miriam (mãe de João Sampaio) – que já temia as batucadas e os vizinhos.  E assim, os fundos do quintal ficou sendo a primeira sede social da escola. A Família Sampaio aderiu à escola visto que também são tradicionais membros de escolas de samba.

Unânime foi a opinião sobre a presidência da nova agremiação: mesmo não querendo Mestre Thiago assumiu a frente da escola. O amigo e ritmista, João Sampaio foi eleito vice-presidente.

Logo foram chegando sambistas de várias escolas, amigos, simpatizantes e uma grande família começava a formar-se: Valmir Alfeu, sobrinho do saudoso Osmar César de Carvalho (fundador da FESEC, ex-presidente da UESP e da Barroca Zona Sul) é empossado diretor de harmonia;Edna Carmo Bueno chefiou os casais de mestre-sala e porta-bandeira; o departamento socialficou sob a responsabilidade de Laudely Sampaio e o departamento feminino sob o comando de Renata Bueno, esposa de André Machado. Cláudio da Silva (Cebion), ex-diretor de harmonia da Barroca, também descontente, chega para ser o diretor de carnavalAndré Machado é nomeado carnavalesco oficial e Fernando José Prado (Noel) o responsável pelaAla MusicalRiomar Souza e Saletti Sampaio ficaram responsáveis pela chefia de alas. A ala das crianças, futuro do Quilombo, sob o comando de Renata de Melo e Juliana Sampaio.
Dona Marisa, que têm três de seus quatro filhos na bateria de Mestre Thiago, é a comandante da Ala das Baianas; à Tiago Siqueira, também filho de D. Marisa, e Humberto Alves coube a comissão de apresentação de enredo, visto que à frente do Quilombo sempre caberá a velha guarda de bambas do carnaval paulistano guardada sob a responsabilidade do fotógrafoWagner Celestino.

De grande ênfase no contexto de fundação quilombola, o departamento cultural coube aRobson FerreiraMarcos Lopes (Kinho) é o relações públicas da agremiação; Márcio da Silva(Badú), diretor de marketing e Laerte Vieiradiretor de eventos.

As finanças quilombolas ficaram sob a direção de Ricardo Demiquili e Thiago Lenci (Castor).
Lílian dos Santos foi nomeada 1ª secretária e Fernanda Rodrigues2ª secretária; depois substituída por Juliana Bueno.

Além de todos os nomes já citados, também foram importantes colaboradores para a fundação do G.R.E.S. Quilombo: Felipe Fernandes (Dog), Luís Borelli, Aquiles BorgesTaylor Igi, Claudemir Santos (Tospin), Jhonatan de Oliveira, Rodrigo Nicolisi (Digão), Edilaine Oliveira (Kuka), Gislaine Oliveira, Rodrigo Oliveira (Digo), Liliane Oliveira, Sérgio Din (Sé) e Régis Lopes que assinaram a ata de fundação da escola.

O nome da agremiação foi sugestão de Mestre Thiago em homenagem ao G.R.A.N.E.S. Quilombo de CANDEIA e à força que o nome tem em sua composição e representatividade: oG.R.E.S. QUILOMBO seria o "refúgio" e "abrigo" de sambistas de coração e surgia para reunir todos de muitas bandeiras de resistência na luta em pleno século XXI para devolver às escolas de samba suas verdadeiras raízes – a formação de um cidadão sambista e consciente à história sócio-política da formação da cultura afro-brasileira. 

As cores VERDE E BRANCO que dominaram a nova agremiação foram definidas por não haver na Zona Sul paulistana nenhuma agremiação assim definida, mas homenageiam principalmente a relevância da IMPÉRIO SERRANO, talvez hoje a única escola de samba resistente às imposições capitalistas no carnaval, mantendo suas raízes e fiel aos seus ideais culturais como o samba e o jongo – “... uma dama da alta nobreza!”. 

A agremiação carioca também foi escolhida pelo fato de ser a escola de coração da maioria dos idealizadores e apoiadores da nova agremiação. Crescido ao som dos discos de Roberto Ribeiro, Mestre Thiago é desde 2002, ritmista da Império. 

Foi o clássico “BUMBUM PATICUMBUM PRUGURUNDUM” samba-enredo da Serrinha em 1982 que inspirou o início da carreira do carioca André Machado como carnavalesco em 1987 ainda em sua terra natal, no bairro de Cavalcanti, subúrbio do Rio, pela “Em Cima da Hora”.

O símbolo da agremiação desenvolvido por André Machado é uma coroa constituída de cinco folhas de mariô (um tipo de palmeira, lembrando Palmares) com búzios, também em homenagem à IMPÉRIO SERRANO. Em suas hastes e nos arcos mais duas folhas de palmeira que lembram a resistência de Palmares e o povo escravo jogado às margens da sociedade pós a Lei Áurea em 1888 e que tempos depois virou “Rei” do carnaval mesmo em meio às dificuldades e discriminações, que perduram até hoje agravadas pelo surgimento e espantoso crescimento das“Super Escolas de Samba S/A”.

O número sete se faz presente na data de fundação da agremiação (07/07/07). São sete também os búzios visíveis na coroa; ao todo sete folhas de palmeiras, nas duas palmeiras laterais suas folhas se somadas dão 34, se somados os dois algarismos mais uma vez nos deparamos com o número sete. Acima das cinco palmeiras centrais há contas, totalizando 70: 7+0 = 7. Os raios verde e branco no pavilhão e as letras e pontos de bambú que formamG.R.E.S. Quilombo são 16: 1+6 = 7.

Simbólico no candomblé, sete é o número do orixá Ogun – o grande guardião, deus da defesa, da guerra, da luta; a convicção e a certeza. No sincretismo religioso ele é São Jorge, o santo guerreiro, e sob sua bênção e de Oxum (Nossa Senhora da Conceição) está o Quilombo, mais uma vez retomando a tradição de padroeiros para a agremiação. A subida de ritmo da bateria com características ligadas aos toques de terreiro reverencia o orixá.

Acima da coroa está o sol, símbolo da liberdade.  A coroa nos foi tirada, mas a QUILOMBO vem para devolvê-la aos seus verdadeiros reis - o POVO, e também com o intuito de "Não ser rei só na folia" como diria Candeia em “DIA DE GRAÇA”.

E assim, com fundamento na cultura base - a cultura afro - foi feito um assentamento, como no candomblé, ficando na árvore de mariô o símbolo da preservação de nossas raízes. Os caminhos e as portas estão abertos!

A escola não tem como objetivo principal a disputa do carnaval, que deturpou a simplicidade da festa. Nossa missão é defender e resgatar as raízes do samba e da cultura afro-brasileira em memória e respeito àqueles que plantaram nossas raízes no passado; valorizar os fundamentos das escolas de samba em sua essência (como a cadência do ritmo da bateria, a ala das baianas, ala de passistas – sem apelo ao comercial culto estético) inovando de uma maneira na qual a cultura não seja corrompida. Estudar, pesquisar e debater temas ligados à cultura popular brasileira e manifestações de raízes afro.

Para muitos o G.R.E.S. QUILOMBO nasceu num momento impróprio; para outros no melhor momento, principalmente para revalorizar os sambistas de São Paulo, grandes deles hoje esquecidos. Quando anunciou-se a fundação da escola, Mestre Thiago e seus companheiros foram taxados de loucos e malucos por derrepente não saberem o que estavam fazendo... mas o ideal já estava à frente de tudo!

Uma escola sem dono, sem se submeter às coisas extra-samba, sem vínculo comercial e sem deturpações! Quem impera é o samba e seus fundamentos!


“A chama não se apagou”
Grêmio Recreativo Escola de Samba Quilombo
O Negro é a nossa inspiração. O Samba é a nossa vocação!!!”

Somos nós PERIFATIVIDADE!


Fecha-se uma porta e abre outra.
O elo da corrente não será quebrado.
O alicerce e os ideais não são estruturas frágeis.
A porta que se fechou,
desaba em seu lodo de hipocrisia e ignorância.

Somos nós PERIFATIVIDADE!
Correndo pela cultura e divulgando nossa arte.
Conflitos e contradições, por pura mesquinhez e pontos de opiniões.
Que não vibram na mesma sintonia.
A base está formada.
Com os manos de luta e de mesma caminhada.
Veja o estêncil na parede e procure a história da personalidade.
Que fora exposta naquela imagem.
Compartilhe sua poesia neste sarau de alegria.
Sua opinião aqui tem serventia.
Chegue para somar.
A revolução acaba de começar.
O som desses rapazes contagia,
Trás para este ambiente boa energia.
E que não foi valorizada, quando a intervenção.
Surgiu no núcleo periférico dessa quebrada.

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

Coletivo Perifatividade no Sarau Suburbano Convicto

Em uma noite mágica e inspirada pelos poetas presentes o COLETIVO PERIFATIVIDADE foi representado por Paulo Rams e Dimenor, no Sarau Suburbano Convicto organizado por Alessandro Buzo, na loja de literatura periférica no Bexiga. Uma noite de muito aprendizado e referências de expressão poética , só os poetas de peso compartilhando o que sabe fazer de melhor, Poetizar Reivindicando.
Dimenor
Paulo Rams

Batalhão de Guerrilha Poética

mais fotos:
http://literaturaperiferica.blogspot.com/

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

Contra a repressão e a tarifa de R$ 3,00

Essa legitima e pacífica manifestação em que se .aderiram outras organizações, coletivos e partidos políticos, vem sendo reprimida excessivamente por instituições que deveriam proteger a integridade dos cidadãos, não ocorrendo isso a questão é, o que ocorre com a mentalidade desses ditos defensores da lei e da ordem pública e os representantes do povo? Eis a resposta:
A manifestação teve inicio ao meio dia, no momento em que 6 companheiros estudantes se acorrentaram nas catracas que dão acesso ao elevador do edifício da Prefeitura, às 17 horas estava programado a mobilização em frente ao edifício. A principal reivindicação era apenas uma abertura de diálogo com o Prefeito Gilberto Kassab, para um acordo de redução de tarifa que o mesmo vigorou para R$3,00 no dia 05 de janeiro. Um aumento de 11,11% absurdo e abusivo, acima da inflação.
Cheguei ao viaduto do Chá às 16 horas, já haviam alguns manifestantes no local, e o que me surpreendeu foi a quantidade de policiais com seus armamentos e escudos, que nesse horário ultrapassava o nº de estudantes. Mais ou menos por volta das 18 horas, em que contabilizamos um nº de 500 pessoas aproximadamente, na grade que nos bloqueava o acesso a porta principal da prefeitura, entre gritos e comandos de redução de tarifa, foram lançados em nós spray de pimenta pelos GCM (Guarda Civil Metropolitano), nesse momento a confusão começou, o confronto durou cerca de 1 hora, a Polícia Militar junto a tropa de choque fizeram uma linha de enfrentamento com seus escudos, atacando-nos com balas de borracha, bombas de efeito moral, e gases lacrimogênio, no máximo o que partiu de nós foram alguns rojões que acendemos por resposta e uma mínima resistência, contra a agressão. Na correria alguns de nós foram atingidos, por balas de borracha, covardemente outros policiais cinco ou seis GCM's e PM's, imobilizaram enforcando, batendo e chutando um de nossos companheiros - entre as vítimas não foram só nós estudantes que foram alvejados covardemente por esses brutamontes fardados - mas jornalistas, câmeras e até vereadores como no caso de José Américo Dias, Juliana Cardoso e Antônio Donato, todos do PT, que comprovaram que os agressores não tinham nem sequer identificação.
A manifestação perdurou até às 23 horas, horário em que os 6 companheiros foram desacorrentados e saíram pela porta central da prefeitura, foi exigido pela PM que os mesmos fossem identificados e detidos, dessa forma rolou o impasse na negociação, pois qual a alegação de violação da lei que nossos companheiros estavam assumindo? Nenhuma!!! Sendo dessa forma eles só se identificaram e saíram do local.


É mais esse episódio deprimente que prova que a ditadura de décadas passadas, ainda repercuti e está enraizada na mentalidade dessa instituição chamada POLÍCIA MILITAR, sem preparo e sem o mínimo de respeito para com os cidadãos que luta pelos seu direitos. A mentalidade dessa representação política medíocre e aliada aos empresários e a burguesia, também nos comprova que a luta só está começando.

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

Sarau PERIFATIVIDADE 19 de Fevereiro (8º edição)

Mais um sábado de muita poesia e musica de qualidade, tudo começou com muito samba do ensaio da Escola de Samba Quilombo preparando-se para o carnaval depois rolou um pouco de  Ska, Jazz e muito Rap, na 8º edição do Sarau Perifatividade: Capoeira, Dimenor, Junião, Preto Doido, Terno, Vinão alôbrasil, Paulo Rams, Fabner, Dona Fátima, Raffaella, Contendas, Mestre angoleiro Fininho, Osmar, Ledu, Vander e todos os presentes que participaram e assistiram a mais esse encontro de idéias e opiniões no Bar do Boné. A noite foi mágica com a emoção a flor da pele, com discursos sociais e políticos, agradecemos a todos que fizeram com que esse Sarau Acontecesse e principalmente Paulo (Boné), que sede seu espaço para o nosso movimento.

Capoeira compartilhando poesia do livro Antologia do Coletivo Cultural Poesia na Brasa

Dimenor mandando sua poesia 

Preto Doido chegou pra somar

Terno (Pânico Brutal) compartilhando sua história


Junião no Mic conta história de Zumbi

Ledu manda a vê com cantigas de roda de capoeira 

Observações e Olhares atentos

Fabner lendo poesia da Antologia Poesia na Brasa

Paulo Rams lendo poesia de companheiros da Brasilândia

Vinão alôbrasil com seu Coletivo Vip

Aliado Contendas


Raffaella lendo poesia feminina do livro Pelas Periferias do Brasil vol. 3


Amigos sempre presente
Vander




Coletivo Perifatividade - Estêncil Art Tude em Homenagem a Solano Trindade e Nelson Mandela
Arte feita durante declamação de poesia de Solano Trindade por Osmar e Fininho nas tintas e Paulo Rams no Mic.

Coletivo Perifatividade

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