Sarau do dia 24 julho com a presença de Emerson Alcalde com livro (A) MASSA

terça-feira, 29 de março de 2011

RESULTADO PROGRAMA VAI 2011

Parabéns a todos os coletivos APROVADOS. Tâmo junto!!!


RESULTADO PROGRAMA VAI 2011



 A Secretaria Municipal de Cultura, por meio da Comissão de Avaliação e Propostas e da Coordenação do Programa para a Valorização de Iniciativas Culturais – VAI, concluiu o processo de seleção dos projetos a serem subsidiados pelo VAI no ano de 2011.
Nesta 8ª edição, foram inscritos 797 projetos, sendo 735 de pessoas físicas e 60 de pessoas jurídicas. 

Inicialmente havia R$ 2.750.000,00 (dois milhões, setecentos e cinqüenta mil reais) para a seleção de projetos. Devido ao aumento de propostas enviadas, bem como a qualidade das mesmas, a Secretaria Municipal de Cultura decidiu complementar os recursos disponíveis, que passam a ser de R$ 3.050.000,00 (três milhões e cinqüenta mil reais).
A Comissão de Avaliação e Propostas - composta por 16 membros, sendo 8 pessoas do governo e 8 pessoas da sociedade civil  ligadas à cultura e à juventude - realizou três reuniões para efetivar suas escolhas, a partir da leitura dos projetos.  A equipe do Programa VAI não participa das decisões desta Comissão.

Na primeira reunião foram discutidos os critérios de seleção, bem como breve apresentação da pesquisa de projetos inscritos. Na segunda reunião os membros atribuíram notas aos projetos e os que tiveram notas divergentes foram discutidos novamente. Na terceira reunião a equipe do VAI apresentou levantamento de distribuição dos projetos na cidade e linguagens pré-selecionadas e com base nessas informações a Comissão pode ajustar a seleção com vistas a corrigir eventuais distorções.  

Destaque para a região de Campo Limpo que pelo terceiro ano seguido apresentou o maior número de projetos por subprefeitura da cidade, seguido de Freguesia do Ó, M´Boi Mirim e Cidade Tiradentes, como também para a região norte onde houve um crescimento considerável de projetos enviados, em comparação com os anos anteriores. Nos 10 locais onde ocorreram as oficinas de projetos para o Programa VAI também houve um aumento importante de propostas enviadas, como também de projetos selecionados.

A Comissão de Avaliação e Seleção do VAI buscou contemplar prioritariamente propostas de grupos e coletivos jovens, não profissionais, preferencialmente de baixa renda, das diversas regiões da cidade, que já estejam em desenvolvimento, como também a diversidade de linguagens artísticas apresentadas.  Foram selecionados 147 projetos, sendo 137 de Pessoa Física e 10 de Pessoa Jurídica, para receberem o subsídio no ano de 2011.

A equipe do Programa VAI entrará em contato com os representantes dos projetos selecionados.

Os projetos não selecionados devem ser retirados no período entre 02 de maio a 02 de junho, na Secretaria Municipal de Cultura - Av São João, 473, 6º andar. Após esse prazo serão encaminhados para reciclagem.



AR 001
Teatro de Portas Abertas II
AR 014
Café: Interrompendo o Cotidiano de Forma Poética
AR 027
Artistas-Viajantes da Nossa Goma
AR 031
Np LARP - Núcleo de Pesquisa em Live Action Roleplaying
AR 038
Hip Hop Cultura de Rua
AR 042
Revolução Poética
AR 048
Multimídias em Ruínas
AR 054
Rádio Love Rap
AR 055
Cozinha do Saber
AR 061
Itaquera na Cena
BT 039
Redescobrindo o Circo-Teatro - Segunda Edição
BT 046
Dança Movimento Contínuo
BT 057
Ciclo Contínuo de Literaturas
CC 008
Samba Rock na veia multiplicando a cultura samba rock
CC 010
DIVERSOU- Valorizando a Diversidade
CC 014
Sarau da Ademar
CC 015
Relembrando Paulo Eiró
CC 017
Virado à Paulista
CC 036
Em Movimento
CCIP 013
Uma Partida de Futebol
CCIP 015
Periferia Estampada
CCIP 016
Marginaliaria
CCIP 021
Pop Cine Pantanal
CCIP 026
Um Novo Olhar, um Mesmo Lugar
CCIP 029
Retratando o Passado no Presente para Lembrança no Futuro
CCIP 031
Se a Mãe e o Zé não vão ao Teatro, o Teatro VAI até a Mãe e o Zé
CCIP 036
Talabatuque
CCIP 044
Fragmentos Plinianos
CCIP 047
Fat Laces
CCJ 004
Funk StyleCorpos em Sintonia
CCJ 007
Ensaio Aberto
CCJ 012
Canal Sonoro
CCJ 020
CLICK, um Olhar Curioso sobre o Mundo
CCJ 022
CineCachoeira
CCJ 032
Cultura dos Tambores
CCJ 033
Dona Albertina Jura!
CCJ 047
Estúdio Garagem
CCJ 048
Meu Livro Minha História: Caminho em Taipas
GR 002
Cavaquinho de Ouro e suas Histórias na Zona Sul
GR 005
O Nome não Importa
GR 008
Cortejos de Leitura
GR 010
Cine Viela
GR 014
O.C.A Periferia em Movimento
GR 016
Cine Educar Sul
GR 023
Terra Cafuza
GR 039
Funk Conscientiza II
GR 041
Cultura na Quebrada: Oficinas Literárias e Saraus
GR 050
Rádio Onda Jovem
GR 052
Olhares de uma São Paulo Inclusiva
GR 061
São Luis Cultural
SAP 002
Construindo Lenda
SAP 005
Love CT - Inclusão e Resgate Skateboarding
SAP 006
Pé na Rua
SMC 006
Fragmento Urbano: Quebrando a Rotina Urbana
SMC 010
Integrashow - 1º Festival de Música Comunitária e Social
SMC 019
Cine Quebrada
SMC 022
Ajaka Para II (cesto guarani II)
SMC 028
Cirandar
SMC 029
Resgatando a Identidade
SMC 034
Quando a Leitura e as Artes Sobem as Vielas...
SMC 037
Africanidades & Brasilidades
SMC 039
Literatura (é) possível
SMC 041
Antologia de Contos (Devir) Campo Limpo
SMC 058
Pira na Notícia
SMC 059
Retratos Coletivos
SMC 060
Coletivo Perifatividade
SMC 066
Festival & Prêmio Reviva Rap
SMC 067
Documentário Vidas Ocultas
SMC 068
Molde, Corte e Expressão
SMC 077
Dança: forma, técnica e biodiversidade
SMC 079
Cinemateus
SMC 086
Cidade Tiradentes, uma Paisagem em Movimento
SMC 090
Programa É Batucada!
SMC 103
Rinhas do MC´s
SMC 104
Desbravando o Caminho das Pedras
SMC 107
Carolineando - Olhares e Leituras sobre Carolina Maria de Jesus
SMC 108
Rua D´Arte
SMC 121
Corpo Diva - Explorações Estéticas e de Produção Artística
SMC 124
Web TV Hip Hop Mulher
SMC 128
Sáfaro
SMC 132
Sessions - Uma Seção com atitude de verdade
SMC 133
Mapeamentos - Hip hop por São Paulo
SMC 135
Germinação Hip Hop
SMC 136
Revista Pâncreas
SMC 138
Vai vendo! A Cultura Imaterial Representando
SMC 142
Beco Cultural
SMC 150
A Vida é um Sonho
SMC 155
Zine Urbenauta
SMC 162
O Olhar: Entre a Identidade Local e Global 2
SMC 164
Éstudionosso - Estúdio Coletivo de Música
SMC 165
A Batalha dos Versos
SMC 172
Correspondência Poética
SMC 176
Hip Hop, Poesia e Inteligência
SMC 181
Ao Passo do Samba Rock
SMC 183
Novas Platéias
SMC 185
Voz Feminina Hip Hop ReEvolução
SMC 186
Cultura é Vida
SMC 189
Tia Tralha, Construindo um Porto de Poéticas Teatrais
SMC 190
Cicas Grave II - Cicas Gravado
SMC 193
A Arte na Vida do Jovem
SMC 198
Histórias Sem Fim
SMC 200
Projeto Cultural MSTC
SMC 204
Trupe Lona Preta, Circulação e Montagem de Espetáculo
SMC 207
Rede Livre Leste: nossa teoria é a prática
SMC 217
Coordenadas: política e audiovisual entre centros e periferia
SMC 223
Graffiti'art
SMC 239
Agencia Popular de Fomento a Cultura Solano Trindade
SMC 249
Acendendo os prédios: 8mm, 16mm e 35mm - Cine-Itinerante, em película, pelas Cohabs da Cidade Tiradentes
SMC 263
Djandjuma, Nossa Essência – De Nóis pra Nóis
SMC 268
Mulheres: multiplicando a cultura
SMC 269
Perifacine: fascinante, itinerante, nosso...
SMC 272
Bixiga Nosso de suas Histórias
SMC 283
Vai Circo e Escola
SMC 287
Nós na Corda Bamba – Produção, Dramatúrgica Coletiva e Montagem de Espetáculo
SMC 291
Neosons Poesia Centenária
SMC 300
Egbês - imagem, Tambor e Preservação da Natureza por Roças de Axé no Extremo Leste de São Paulo
SMC 301
Rádio Tambor 2011
SMC 306
Jardim Samara História e Identidade
SMC 307
Linha de Ação - Crônicas Urbanas
SMC 308
Sambailando
SMC 309
Série Animada "Cidade dos Índios” - 1º episódio
SMC 339
Arte Maloqueira
SMC 342
Paraisópolis no Audiovisual
SMC 345
Breaking The Floor 2
SMC 347
Zéca o Poeta da Casa Verde
SMC 356
Graffiti Literário
SMC 357
Vibe na Praça
SMC 358
Rap' Ensando 2.11 - Uma Odisséia Urbana.
SMC 361
Porta Aberta
SMC 369
Trançando e Tecendo Arte
TL 015
Piritubarte - Grafitando Idéias
TL 018
Interferência Sonora
TL 025
A Dança das Notas
TL 043
Rap Rock and Roll Psicodelia Hard Core Ragga
TL 049
A arte em Atlântica 2011 - A Missão
TL 052
Aluga-se um Terreno na Lua
TL 053
Cia Trupe Liuds: Palhaços para o Alto e Avante



PESSOA JURÍDICA

AR 003
Batukando para a Vida
AR 056
Cidade Tiradentes Cine-Sonora
CCIP 022
Samba no Veredas
CCJ 052
Núcleo de Formação Cultural Afrika
GR 020
"Hip Hop Conectando Quebradas: de Inocência a Maria da Penha"
GR 055
Balé Afro Mona Kavungo
SMC 151
Conectados
SMC 178
Contos da Vida pelos Quatro Cantos da Vida
SMC 206
Jovens da Floresta - Eu Sou Povo da Floresta Urbana
SMC 298
O Jogo da Onça

quinta-feira, 24 de março de 2011

2° Caminhada da Paz, da nossa comunidade!!!

 As Reuniões para a 2° CAMINHADA DA PAZ, já estão acontecendo, e contamos com a sua colaboração para juntos organizar o trajeto, os parceiros, e a comunidade.
estamos em contato com as Escolas, Igrejas, SSP, Grupos Organizados, Clubes Esportivos e Comerciantes da Região.
O Tema este ano sera:
Educação para a qualidade de Vida
Devemos, portanto, promover o direito à educação, elevando-o ao mesmo nível do direito a vida.
Devemos lutar por políticas públicas que incluam a educação como prioridade e não só pela alfabetização, pois ser alfabetizado não quer dizer saber ler, tem que ser mais que isso, precisamos saber ler o mundo.
Temos que montar algumas comissões:
  1. Comissão de Visitas
  2. Infra Estrutura
  3. Composição de Letras para o Tema
  4. Marketing
  5. Divulgação
Por isso, convidados você e sua família a reunião da 2° Caminhada da Paz, da nossa comunidade no dia 28/03/2011, às 14h, Na Sedinha ( União dos Moradores)

Proxima Reunião:
Dia 28/03/11
Hora: 14:00
Local: UMBS (União dos Moradores do Bristol e Saverio)

segunda-feira, 21 de março de 2011

Sarau PERIFATIVIDADE 19 de Março (9º edição)

Neste sábado, tivemos o Sarau em Doze Dupla, a partir das 14hs, deu início ao 1º Sarau na Biblioteca Municipal Amadeu Amaral, denominado então de Litero / Musical.
Homenageando o patrono da casa que também foi um poeta autodidata, o anfitrião Cássio de Aquino declamou algumas poesias de Amadeu Amaral. Depois teve a bela apresentação de Tato Fischer, tocando e  cantando suas canções. aí se apresentaram alguns poetas e logo depois a apresentação musical de alguns dos integrantes da Banda Big Bang 59 Ska Band. Foi um ótimo Sarau e melhor ainda a iniciativa da biblioteca pública ceder seu espaço para esse encontro cultural.  
Vander (Sarau Perifatividade) e Laureati (Sarau da Cesta)
Cássio de Aquino proponente do Sarau Litero/Musical na Biblioteca

Dric's do (Sarau da Ademar)

Cláudio Laureati

Helena Coordenadora da Biblioteca Amadeu Amaral

Ligia do Cooperifa

Assembléia atenta

Junião e Cícero

Felipe Taconi

Mara ( Sax ), Cícero ( Trompete ) e Taconi (violão e voz ) 

Vinão Alôbrasil

Integrantes da Big Bang 59 acústico

Paulo Rams
E para fechar a noite com chave de ouro, no bar Boné nos reunimos mais uma vez, realizando a 9º Edição do Sarau Perifatividade, como de costume muita poesia, rap, declamações de poetas consagrados e da construtiva literatura periférica. Nessa edição tivemos o lançamento do Livro "Te achei no lixo das minha recordações" de Jairo Araldi.

Coletivo Perifatividade

Nain

Paulo Rams, Osmar, Mestre Fininho e Brunão

Fátima

Fabinho e Nain

Cássio e Brunão

Tati e Taconi

Capoeira

Fininho e Osmar ART'TUDE e a história da capoeira 

Ana Maria

Dimenor e Rodrigo Kauê

Seu Expedito e Brunão

Taconi

Silvão e Nain

Vinão e Brunão

Tatiane

quinta-feira, 10 de março de 2011

“Sarau em Dose Dupla”
Dia
19/03/2011
 ás
 13h30m
A Biblioteca Amadeu Amaral
Convida 
Coletivo Perifatividade
Para seu
1º Sarau LiteroMusical
 Rua: José Clovis de Castro s/n
esquina c/ Av. do Cursino altura do nº1000
Jardim da Saúde
..........................................................................................................................
E ás 19hs:
 Tradicionalmente
no
Bar do Boné
SARAU PERIFATIVIDADE
convida todos para o
Lançamento do livro
“Te achei nos lixo das minhas recordações”
De
Jairo Araldi
Rua: Nossa Senhora da Saúde nº 1007
Esquina com a Rua Romão Puiggari
na
Vila das Mercês

segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

Aos nossos parceiros de sede no Bar do Boné - G.R.E.S. QUILOMBO

Resgatando o Carnaval de qualidade!!!

Quilombo: Nome dado às comunidades que os escravos negros construíram depois de fugirem de seus trabalhos escravos no Brasil Colonial. Os quilombos abrigavam negros fugidos, índios e brancos pobres que viviam em harmonia e liberdade. O mais famoso dos quilombos – o de Palmares – localizava-se na Serra da Barriga em Alagoas, e resistiu por mais de um século tendo à frente seu grande líder ZUMBI, morto pelas bandeiras paulistas comandadas por Domingos Jorge Velho. O mito negro transformou-se em moderno símbolo brasileiro da resistência do africano à escravatura.

RIO DE JANEIRO, ANOS 1970

Em 08 de dezembro de 1975, inconformado com os rumos que as escolas de samba cursavam, o carioca ANTÔNIO CANDEIA FILHO deixou sua tradicional e querida Portela - onde questionou o gigantismo e a descaracterização de uma verdadeira escola de samba – e prevendo toda a desvalorização da cultura afro-brasileira e do samba em si na decadência das composições, aceleração do ritmo, banalização dos enredos, CANDEIA fundou juntamente com Martinho da Vila, Monarco, Nei Lopes, Wilson Moreira, Doutor e tantos outros grandes bambas o GRÊMIO RECREATIVO DE ARTE NEGRA ESCOLA DE SAMBA QUILOMBO; a escola de samba que veio para preservar a memória e as raízes do samba e da cultura afro-brasileira em sua essência.
O Quilombo por muitos anos abriu o desfile das escolas do grupo principal do Rio de Janeiro e mesmo após a morte de Candeia o G.R.A.N.E.S. Quilombo continuou e não se corrompeu ao capitalismo do carnaval; a comunidade está viva no bairro de Acari no Rio de Janeiro.

SÃO PAULO, BAIRRO DA SAÚDE – TRÊS DÉCADAS DEPOIS

A Escola de Samba Barroca Zona Sul teve o mais jovem mestre de bateria da história do samba de São Paulo: Thiago Praxedes - Mestre Thiago - aos 21 anos, três meses antes do carnaval de 2005 assumiu a bateria da escola e fez um grande trabalho (depois de cinco carnavais a bateria da agremiação voltou a conquistar a nota 30) até que em agosto de 2006, descontente com a gestão que acabara de entrar na direção da escola, deixou o cargo. Sensibilizados, muitos de seus ritmistas seguiram-no quando assumiu a bateria do Brinco da Marquesa onde novamente fizeram um ótimo trabalho obtendo nota 30, a nota máxima. 

Pós-carnaval, Mestre Thiago deixou a escola para cuidar de sua vida pessoal. Foi quando o amigo e carnavalesco André Machado (na ocasião no G.R.C.S.E.S. Império de Casa Verde) sugeriu que eles fundassem uma “escola de samba”... A principio, Thiago ressaltou que a idéia parecia impossível pelas desilusões vividas por muitos do grupo dentro do mundo do carnaval.  Os dois procuraram então João Paulo Caumo (o Capitão, um dos diretores de bateria do time de Mestre Thiago) para discutir a idéia, ele também animou-se e aderiu à idéia; André lembra que Fernanda Rodrigues, esposa de João, riu da idéia e disse que os três eram loucos! Ela também acompanhou as dificuldades da turma de Thiago na época de Barroca... dias depois a loucura começaria a tornar-se real!
Para o dia 13 de Maio de 2007 fora marcada uma reunião na casa de André Machado, na Vila Guarani, contudo esta foi adiada e num curto tempo a idéia começou a surtir efeitos e tomar proporções reais – eram conversas nos costumeiros encontros desse pessoal sambista de coração na Avenida do Café na barraca de “churrasco do Paiva”, pai de João Paulo.
Foi depois de uma batucada no aniversário de 15 anos de Mariana (sobrinha de João Sampaio, também do time de ritmistas) que a idéia de fundar uma grande entidade foi assumida como responsabilidade à memória do samba pelo grupo o que animou de vez Thiago.


FUNDAÇÃO DO G.R.E.S. QUILOMBO


No sábado dia 07 de Julho de 2007 (07/07/07) às 11 horas da manhã, sob um sol forte regado a muita emoção e energia positiva aproximadamente 50 pessoas entre ritmistas, pesquisadores, historiadores, engenheiros, comerciantes, estudantes, profissionais de diversas áreas; pais e mães de família, mas antes de tudo, sambistas de coração compareceram à reunião de fundação do GRÊMIO RECREATIVO ESCOLA DE SAMBA QUILOMBO.

A reunião foi na casa da Família Sampaio, na Rua dos Caciques, 488 no bairro da Saúde, sob a autorização de Dona Miriam (mãe de João Sampaio) – que já temia as batucadas e os vizinhos.  E assim, os fundos do quintal ficou sendo a primeira sede social da escola. A Família Sampaio aderiu à escola visto que também são tradicionais membros de escolas de samba.

Unânime foi a opinião sobre a presidência da nova agremiação: mesmo não querendo Mestre Thiago assumiu a frente da escola. O amigo e ritmista, João Sampaio foi eleito vice-presidente.

Logo foram chegando sambistas de várias escolas, amigos, simpatizantes e uma grande família começava a formar-se: Valmir Alfeu, sobrinho do saudoso Osmar César de Carvalho (fundador da FESEC, ex-presidente da UESP e da Barroca Zona Sul) é empossado diretor de harmonia;Edna Carmo Bueno chefiou os casais de mestre-sala e porta-bandeira; o departamento socialficou sob a responsabilidade de Laudely Sampaio e o departamento feminino sob o comando de Renata Bueno, esposa de André Machado. Cláudio da Silva (Cebion), ex-diretor de harmonia da Barroca, também descontente, chega para ser o diretor de carnaval; André Machado é nomeado carnavalesco oficial e Fernando José Prado (Noel) o responsável pelaAla Musical. Riomar Souza e Saletti Sampaio ficaram responsáveis pela chefia de alas. A ala das crianças, futuro do Quilombo, sob o comando de Renata de Melo e Juliana Sampaio.
Dona Marisa, que têm três de seus quatro filhos na bateria de Mestre Thiago, é a comandante da Ala das Baianas; à Tiago Siqueira, também filho de D. Marisa, e Humberto Alves coube a comissão de apresentação de enredo, visto que à frente do Quilombo sempre caberá a velha guarda de bambas do carnaval paulistano guardada sob a responsabilidade do fotógrafoWagner Celestino.

De grande ênfase no contexto de fundação quilombola, o departamento cultural coube aRobson Ferreira. Marcos Lopes (Kinho) é o relações públicas da agremiação; Márcio da Silva(Badú), diretor de marketing e Laerte Vieira, diretor de eventos.

As finanças quilombolas ficaram sob a direção de Ricardo Demiquili e Thiago Lenci (Castor).
Lílian dos Santos foi nomeada 1ª secretária e Fernanda Rodrigues, 2ª secretária; depois substituída por Juliana Bueno.

Além de todos os nomes já citados, também foram importantes colaboradores para a fundação do G.R.E.S. Quilombo: Felipe Fernandes (Dog), Luís Borelli, Aquiles Borges, Taylor Igi, Claudemir Santos (Tospin), Jhonatan de Oliveira, Rodrigo Nicolisi (Digão), Edilaine Oliveira (Kuka), Gislaine Oliveira, Rodrigo Oliveira (Digo), Liliane Oliveira, Sérgio Din (Sé) e Régis Lopes que assinaram a ata de fundação da escola.

O nome da agremiação foi sugestão de Mestre Thiago em homenagem ao G.R.A.N.E.S. Quilombo de CANDEIA e à força que o nome tem em sua composição e representatividade: oG.R.E.S. QUILOMBO seria o "refúgio" e "abrigo" de sambistas de coração e surgia para reunir todos de muitas bandeiras de resistência na luta em pleno século XXI para devolver às escolas de samba suas verdadeiras raízes – a formação de um cidadão sambista e consciente à história sócio-política da formação da cultura afro-brasileira. 

As cores VERDE E BRANCO que dominaram a nova agremiação foram definidas por não haver na Zona Sul paulistana nenhuma agremiação assim definida, mas homenageiam principalmente a relevância da IMPÉRIO SERRANO, talvez hoje a única escola de samba resistente às imposições capitalistas no carnaval, mantendo suas raízes e fiel aos seus ideais culturais como o samba e o jongo – “... uma dama da alta nobreza!”. 

A agremiação carioca também foi escolhida pelo fato de ser a escola de coração da maioria dos idealizadores e apoiadores da nova agremiação. Crescido ao som dos discos de Roberto Ribeiro, Mestre Thiago é desde 2002, ritmista da Império. 

Foi o clássico “BUMBUM PATICUMBUM PRUGURUNDUM” samba-enredo da Serrinha em 1982 que inspirou o início da carreira do carioca André Machado como carnavalesco em 1987 ainda em sua terra natal, no bairro de Cavalcanti, subúrbio do Rio, pela “Em Cima da Hora”.

O símbolo da agremiação desenvolvido por André Machado é uma coroa constituída de cinco folhas de mariô (um tipo de palmeira, lembrando Palmares) com búzios, também em homenagem à IMPÉRIO SERRANO. Em suas hastes e nos arcos mais duas folhas de palmeira que lembram a resistência de Palmares e o povo escravo jogado às margens da sociedade pós a Lei Áurea em 1888 e que tempos depois virou “Rei” do carnaval mesmo em meio às dificuldades e discriminações, que perduram até hoje agravadas pelo surgimento e espantoso crescimento das“Super Escolas de Samba S/A”.

O número sete se faz presente na data de fundação da agremiação (07/07/07). São sete também os búzios visíveis na coroa; ao todo sete folhas de palmeiras, nas duas palmeiras laterais suas folhas se somadas dão 34, se somados os dois algarismos mais uma vez nos deparamos com o número sete. Acima das cinco palmeiras centrais há contas, totalizando 70: 7+0 = 7. Os raios verde e branco no pavilhão e as letras e pontos de bambú que formamG.R.E.S. Quilombo são 16: 1+6 = 7.

Simbólico no candomblé, sete é o número do orixá Ogun – o grande guardião, deus da defesa, da guerra, da luta; a convicção e a certeza. No sincretismo religioso ele é São Jorge, o santo guerreiro, e sob sua bênção e de Oxum (Nossa Senhora da Conceição) está o Quilombo, mais uma vez retomando a tradição de padroeiros para a agremiação. A subida de ritmo da bateria com características ligadas aos toques de terreiro reverencia o orixá.

Acima da coroa está o sol, símbolo da liberdade.  A coroa nos foi tirada, mas a QUILOMBO vem para devolvê-la aos seus verdadeiros reis - o POVO, e também com o intuito de "Não ser rei só na folia" como diria Candeia em “DIA DE GRAÇA”.

E assim, com fundamento na cultura base - a cultura afro - foi feito um assentamento, como no candomblé, ficando na árvore de mariô o símbolo da preservação de nossas raízes. Os caminhos e as portas estão abertos!

A escola não tem como objetivo principal a disputa do carnaval, que deturpou a simplicidade da festa. Nossa missão é defender e resgatar as raízes do samba e da cultura afro-brasileira em memória e respeito àqueles que plantaram nossas raízes no passado; valorizar os fundamentos das escolas de samba em sua essência (como a cadência do ritmo da bateria, a ala das baianas, ala de passistas – sem apelo ao comercial culto estético) inovando de uma maneira na qual a cultura não seja corrompida. Estudar, pesquisar e debater temas ligados à cultura popular brasileira e manifestações de raízes afro.

Para muitos o G.R.E.S. QUILOMBO nasceu num momento impróprio; para outros no melhor momento, principalmente para revalorizar os sambistas de São Paulo, grandes deles hoje esquecidos. Quando anunciou-se a fundação da escola, Mestre Thiago e seus companheiros foram taxados de loucos e malucos por derrepente não saberem o que estavam fazendo... mas o ideal já estava à frente de tudo!

Uma escola sem dono, sem se submeter às coisas extra-samba, sem vínculo comercial e sem deturpações! Quem impera é o samba e seus fundamentos!


“A chama não se apagou”
Grêmio Recreativo Escola de Samba Quilombo
“O Negro é a nossa inspiração. O Samba é a nossa vocação!!!”